quarta-feira, junho 11, 2008

Nascimento x Morte

Gelado. Como é gelado.
Sorriso. Cade o sorriso?
Duro. Como é duro.
Lagrima. Para que?


Quando olhamos um bebê, ficamos felizes! “Olha que gracinha!” “Gude-Gude!” Passamos a ser ridículos e exagerados numa felicidade fronte a beleza do nascimento. Sorridentes e bobos, fazemos do recém-nascido uma marionete, levantando, deitando, passando de colo em colo...

E tudo não começa aqui, começa antes, alguns meses atrás, se eu não posso dizer exatamente há uns nove meses atrás. É claro que nem todos têm o entusiasmo de ouvir: “Amor... Estou grávida!!!”.
Para muito é uma dádiva divina conceber uma vida. Para outros é motivo de processo, é motivo de desespero... “Como vou cuidar de você, de mim e dessa criança!”.
Dessa criança!? Como se ela não fosse sua. Mas passa se os meses e vem a criança. Fogos! Charutos! Champanhe! Parece festa de fim de ano. E começa uma nova vida.
Paralelamente você vai tendo suas experiências, seus momentos, suas dores de cabeças, seus infinitos prazeres, manias, amores, inimigos, ressacas, aniversários, festas, escolas, amigos, amigas, discussões, formaturas, faculdades, TCCs, explosões, correrias, empregos, namoros, noivados, casamentos, divórcios... E o tempo vai passando. Sem você perceber. Você vai vivendo do jeito que dá pra viver, do jeito que a vida vem pra você, do jeito que tem como deve ser. Por mais que muitos dizem que, batalhou pra ter uma vida assim, eu acredito que queira ou não, essa é a vida que você tinha que ter, seja dramática, seja guerreira, seja cheia de altos e baixos, seja, uma vida simples ou uma vida louca... Ela é sua.
Mas chega uma hora, que o fim é inevitável.
E ao longo desse tempo você é lembrado de que mais cedo ou mais tarde você vai ter que encarar o fim de perto. E ai vem o antônimo do nascimento. É choro, é desespero, chateação, tristeza, dor, muita dor, noites sem dormir... Mas porque tem que ser assim? Tudo bem que dói a perda. E difícil uma perda ser um alivio. Mas em vez de pensamos na ausência que essa pessoa vai fazer, devíamos pensar no momento em que essa pessoa estava conosco. É inevitável que todo mundo ao meu redor vá dessa, um dia. É normal. Devia ser! Faz parte da vida como o nascimento. Devíamos encarar também como algo grandioso.
O que aprendi com essa pessoa? O que ela me trouxe? Alegria? Ensinamento? Proteção? O que vai me faltar? Chegou à hora, rápido ou não. O destino parou de escrever para aquela pessoa e a sua irmã morte veio fazer sua parte. É simples assim. Sem mais, sem menos.
Porque é tão difícil encaramos como uma parte da vida? Pense que um dia podemos estar dançando juntos numa noite, e no dia seguinte você estar ao lado do meu caixão. Quero Fogos! Charutos! Champanhe!
Descance em paz.

terça-feira, janeiro 15, 2008

De quem é a Culpa?

Hoje cheguei a conclusão de que:
Muitas vezes, a culpa não é só nossa.
Como a culpa não é só dele,
ou muitas vezes, a culpa não é só minha.
E no final a culpa é minha, sua, nossa, deles e de ninguém!


To cansado como sempre. E não digo fisicamente. Alguém poderia me responder por que as pessoas gostam de complicar? Porque as pessoas não tenta ver tudo de modo tão fácil e positivo? Eu mesmo não consigo na hora ver isso, mas eu tento. Tento muito. É só assim que eu consigo ficar sossegado.
Se eu não conseguisse eu já teria morrido de tanto nervoso. Mas esta lá. Intriga, inveja, raiva, imbecilidade, estupidez... E se nós deixamos isso tudo entrar, eles entram e ficam por um bom tempo. E então vira mais raiva, mais tristeza, mais problemas, mais dor de cabeça... Mais noites virando e virando na cama. E virando.
Eu tento ser razão. Mas ultimamente o coração ta falando demais por mim. E eu fico mais nervoso. E mais irritado. E mais puto. E virando mais.
Um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove, dez...
Procurar um método para que a outras pessoa te entenda é a primeira coisa. Muitas vezes estamos certos, mas quando colocamos nossas ideias, as vezes, colocamos-as erradas. E ai que esta o problema. O verdadeiro erro nunca é visto com facilidade.
E "explode" a emoção. E surgi o "quá-quá-quá". E aja paciência. E vira mais. E tento de qualquer forma não pensar. Me desligar.
Mas a gente não consegue.
E fica pensando: O que eu devia ter falado?
Ou: Será o que eu fiz estava certo ou necessário?
E se todo mundo acha que foi ruim, mas no final foi bom?
E vai a noite toda, queimando os neurónios.
Fritando a moela.
Viro... Viro... Levanto. Geladeira. Mais uma noite.