Gelado. Como é gelado.
Sorriso. Cade o sorriso?
Duro. Como é duro.
Lagrima. Para que?
E tudo não começa aqui, começa antes, alguns meses atrás, se eu não posso dizer exatamente há uns nove meses atrás. É claro que nem todos têm o entusiasmo de ouvir: “Amor... Estou grávida!!!”.
Para muito é uma dádiva divina conceber uma vida. Para outros é motivo de processo, é motivo de desespero... “Como vou cuidar de você, de mim e dessa criança!”.
Dessa criança!? Como se ela não fosse sua. Mas passa se os meses e vem a criança. Fogos! Charutos! Champanhe! Parece festa de fim de ano. E começa uma nova vida.
Paralelamente você vai tendo suas experiências, seus momentos, suas dores de cabeças, seus infinitos prazeres, manias, amores, inimigos, ressacas, aniversários, festas, escolas, amigos, amigas, discussões, formaturas, faculdades, TCCs, explosões, correrias, empregos, namoros, noivados, casamentos, divórcios... E o tempo vai passando. Sem você perceber. Você vai vivendo do jeito que dá pra viver, do jeito que a vida vem pra você, do jeito que tem como deve ser. Por mais que muitos dizem que, batalhou pra ter uma vida assim, eu acredito que queira ou não, essa é a vida que você tinha que ter, seja dramática, seja guerreira, seja cheia de altos e baixos, seja, uma vida simples ou uma vida louca... Ela é sua.
Mas chega uma hora, que o fim é inevitável.
E ao longo desse tempo você é lembrado de que mais cedo ou mais tarde você vai ter que encarar o fim de perto. E ai vem o antônimo do nascimento. É choro, é desespero, chateação, tristeza, dor, muita dor, noites sem dormir... Mas porque tem que ser assim? Tudo bem que dói a perda. E difícil uma perda ser um alivio. Mas em vez de pensamos na ausência que essa pessoa vai fazer, devíamos pensar no momento em que essa pessoa estava conosco. É inevitável que todo mundo ao meu redor vá dessa, um dia. É normal. Devia ser! Faz parte da vida como o nascimento. Devíamos encarar também como algo grandioso.
O que aprendi com essa pessoa? O que ela me trouxe? Alegria? Ensinamento? Proteção? O que vai me faltar? Chegou à hora, rápido ou não. O destino parou de escrever para aquela pessoa e a sua irmã morte veio fazer sua parte. É simples assim. Sem mais, sem menos.
Porque é tão difícil encaramos como uma parte da vida? Pense que um dia podemos estar dançando juntos numa noite, e no dia seguinte você estar ao lado do meu caixão. Quero Fogos! Charutos! Champanhe!
Sorriso. Cade o sorriso?
Duro. Como é duro.
Lagrima. Para que?
Quando olhamos um bebê, ficamos felizes! “Olha que gracinha!” “Gude-Gude!” Passamos a ser ridículos e exagerados numa felicidade fronte a beleza do nascimento. Sorridentes e bobos, fazemos do recém-nascido uma marionete, levantando, deitando, passando de colo em colo...
E tudo não começa aqui, começa antes, alguns meses atrás, se eu não posso dizer exatamente há uns nove meses atrás. É claro que nem todos têm o entusiasmo de ouvir: “Amor... Estou grávida!!!”.
Para muito é uma dádiva divina conceber uma vida. Para outros é motivo de processo, é motivo de desespero... “Como vou cuidar de você, de mim e dessa criança!”.
Dessa criança!? Como se ela não fosse sua. Mas passa se os meses e vem a criança. Fogos! Charutos! Champanhe! Parece festa de fim de ano. E começa uma nova vida.
Paralelamente você vai tendo suas experiências, seus momentos, suas dores de cabeças, seus infinitos prazeres, manias, amores, inimigos, ressacas, aniversários, festas, escolas, amigos, amigas, discussões, formaturas, faculdades, TCCs, explosões, correrias, empregos, namoros, noivados, casamentos, divórcios... E o tempo vai passando. Sem você perceber. Você vai vivendo do jeito que dá pra viver, do jeito que a vida vem pra você, do jeito que tem como deve ser. Por mais que muitos dizem que, batalhou pra ter uma vida assim, eu acredito que queira ou não, essa é a vida que você tinha que ter, seja dramática, seja guerreira, seja cheia de altos e baixos, seja, uma vida simples ou uma vida louca... Ela é sua.
Mas chega uma hora, que o fim é inevitável.
E ao longo desse tempo você é lembrado de que mais cedo ou mais tarde você vai ter que encarar o fim de perto. E ai vem o antônimo do nascimento. É choro, é desespero, chateação, tristeza, dor, muita dor, noites sem dormir... Mas porque tem que ser assim? Tudo bem que dói a perda. E difícil uma perda ser um alivio. Mas em vez de pensamos na ausência que essa pessoa vai fazer, devíamos pensar no momento em que essa pessoa estava conosco. É inevitável que todo mundo ao meu redor vá dessa, um dia. É normal. Devia ser! Faz parte da vida como o nascimento. Devíamos encarar também como algo grandioso.
O que aprendi com essa pessoa? O que ela me trouxe? Alegria? Ensinamento? Proteção? O que vai me faltar? Chegou à hora, rápido ou não. O destino parou de escrever para aquela pessoa e a sua irmã morte veio fazer sua parte. É simples assim. Sem mais, sem menos.
Porque é tão difícil encaramos como uma parte da vida? Pense que um dia podemos estar dançando juntos numa noite, e no dia seguinte você estar ao lado do meu caixão. Quero Fogos! Charutos! Champanhe!
Descance em paz.
Um comentário:
não te vi nascer pro mundo. mas te vi nascer aqui dentro, com direito a fogos, cigarro e champanhe.
quando um de nós se fôr, mesmo que doa, te prometo uma breja morna, um monte de cigarros, talvez um açaí pra lembrar de coisas tão nossas e um sorriso mais quente que a cerveja.
se eu partir primeiro, quero que vc não se desespere. por favor. respira fundo, por mim e por ti.
credo. tá ficando muito triste isso aqui.
bóra curtir o quanto a gente pode enquanto nos temos?
te amo.
beijo!
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